terça-feira, 16 de junho de 2009

ANDE PARA CORRER

A grande marcha começa com o primeiro passo. Muitos são os atletas que iniciaram suas trajetórias com pequenas e esbaforidas caminhadas, passo após passo. Não me refiro aos atletas de ponta, que começaram a treinar tão jovens que talvez nem se recordem como foi que aconteceu, mas aos corredores de rua, amadores no sentido mais puro da palavra: aqueles que fazem algo por amor e devoção, sem esperar nenhum tipo de recompensa material.

Para quem deseja correr por amor, sem­pre é hora de começar, sempre há tempo, sempre é possível. Basta ter vontade de dar o primeiro passo.

O primeiro passo é sempre o mais difícil. Se procurarmos desculpas para não dar esse passo, certamente as encontra­remos. Excesso de trabalho, falta de trabalho, clima seco, clima úmido, frio, calor, acordar cedo é difícil, dormir tarde é cansativo, treinar à noite é chato, treinar de dia cansa, tenho um cachorro, tenho pé chato, não tenho tênis, meu tênis aperta...

Procure uma justifi­cativa para não começar e você certamente a encontrará. Eu mesmo sou capaz de escrever um livro intitulado “As Mil Consagradas Desculpas para se Fugir de um Treino”. Entretanto, se você vencer sua própria acomodação e der o primeiro passo, descobrirá que esse passo, que é o mais difícil, também é o mais gratificante.

Conheço gente que começou a correr quando era obesa. Gente que mal podia andar, deu os primeiros passos pensando apenas em emagrecer um pouquinho, pegou o gosto pelo tra­jeto no parque, passou a dar umas corridinhas entre as cami­nhadas, alternou corrida com caminhada e, finalmente, passou a correr de verdade. Alguns correram mais forte e acabaram magros, enquanto outros correram mais tranqüilos e continua­ram um tanto cheinhos. Cheinhos, sim, mas um corredor cheinho também é cheio de saúde e disposição.

Conheço gente que começou a correr por recomendação médica. Gente que resolveu correr não quando estava saudável, mas quando estava chumbada, em processo de recuperação. Fisioterapia talvez tenha sido o motivo inicial. Caminhadas para melhorar a condição cardíaca; para recuperar tendões estro­piados e reconstruídos; para auxiliar na circulação; para curar o estresse. Terapia. Essas pessoas também começaram com o primeiro passo, tornaram-se caminhantes e acabaram correndo. Curiosamente, ficaram mais saudáveis depois da doença.

Conheço gente que tinha o físico perfeito, esculpido em horas e horas semanais numa sala de musculação, mas que não conseguia subir uma escada sem ter a impressão de que o coração lhe saltaria pela boca. Gente com barriga de tanquinho, mas que descia do avião em uma cidade de grande altitude e quase precisava ser levada a um balão de oxigênio. Pessoas que, de tanto experimentar aquele monte de aparelhos das academias, acabaram se atrevendo a subir em uma esteira para uma caminhadinha. Aí, foram apertando aquelas setinhas para cima que aumentam a velocidade do aparelho e, quando se deram conta, já estavam correndo. Alguns trocaram a academia pela luz do sol, enquanto outros, animais de cativeiro habituados aos fitness centers, acabaram ficando por ali mesmo. Mas o fato é que todos viraram corredores.

Conheço gente que aprendeu a andar com um ano de idade, a pedalar aos sete e a correr só depois dos 70. Achando-se velhinhos, começaram cami­nhando. Mas quem disse que vovôs não podem correr? Mesmo depois dos 70, um passo leva a outro, um passo mais apressado leva àquela corri­dinha de vovô e, quando menos espera, o vovô está correndo mais do que o netinho. E o netinho agradece, claro, pois um vovô corredor tem enormes chances de ser bisavô – e quem sabe até tataravô.

Não importa se você é jovem demais, velho demais, magro demais ou gordo demais: você pode correr. Entretanto, você não precisa tomar a decisão de começar a correr, assim, de repente, em um ato de exacerbada macheza (ou “femineza”). Tome apenas a decisão de dar o primeiro passo. A decisão de andar. Se você tomar gosto pela caminhada, se caminhar com cons­tância, com perseverança e cada vez mais forte, será apenas uma questão de tempo até você chegar à corrida.

Se tudo der errado e você não chegar a correr nunca, se ficar só nas caminhadinhas, andando você estará bem melhor do que sentado. Entre uma boa caminhada e ficar no sofá operan­do o controle remoto da TV, a caminhada é bem melhor.

A vida está lá fora, amigo leitor. Corra atrás dela. Ou melhor: comece andando atrás dela. E, depois, corra.

Marcos Caetano é jornalista, colunista esportivo do “Jornal do Brasil” e de “O Estado de S. Paulo”
e comentarista da ESPN Brasil mcaetano@revistao2.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Questões - 5ª série

Olá, alunos da 5ª série, como combinado, ai estão as questões.

Responda as questões em uma folha para entregar na próxima aula de Ed. Física.

1) Repare em suas articulações (dos dedos, braços, ombros, etc): para que direções seus músculos movimentam os ossos que elas juntam?

2) Qual a importância da flexibilidade nos movimentos que fazemos no dia-a-dia. Por exemplo, quando você se espreguiça, quais articulações são mais flexionadas? E quando se abaixa para pegar um objeto no chão?

3) Escreva uma mensagem que responda às perguntas: Como manter e melhorar nossa flexibilidade? Quais os benefícios dessa melhora?

Bom trabalho!

domingo, 14 de junho de 2009

Olimpíada Colegial


Só para recordar...

Olimpíada Colegial

Começa nesta segunda feira, dia 15 de junho os jogos da Olimpíada Colegial 2009, categoria infantil.
Vamos nos esforçar para fazermos bonito e honrar o nome da nossa escola. Boa sorte a todos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Padroes de Beleza - Ensino Médio 1ª ano


Padrões de beleza são modelos corporais definidos pela mídia tanto para homens como, principalmente para mulheres. Porém para esculpir estes modelos corporais não basta apenas o exercício físico, nem mesmo conjugado com dieta. Exige também a intervenção cirúrgica (lipoaspiração, cirurgia plástica, próteses de silicone). Com o devido suporte de supostas evidencias cientificas, aumenta o oferecimento de produtos e serviços associados à busca desse ideal de beleza corporal (massagens, cosméticos, alimentos light e diet., etc.), no chamado “mercado do corpo e do fitness”. Contraditório a este mercado encontramos grupos sociais de pobreza e miséria, nos quais ainda muitos brasileiros que passam fome!
É muito difícil resistir a essa pressão, do corpo perfeito, e a partir do momento em que a pessoa passa a aderir as praticas alimentares e de exercitação física sugeridas pode haver comprometimento da saúde, assim como um constrangimento social decorrente da sensação de não atingir o padrão de beleza idealizado.
Em todos os canais de comunicação, e também nos espaços públicos, ditam-se as regras do cultivo do corpo. Dentre os exercícios físicos, difundiu-se a musculação, as atividades de fitness, o fisiculturismo. O corpo belo é aquele sempre “magrinho”, “durinho”, sem celulite ou estrias.
Apesar de sabermos o quanto a alimentação e o exercício físico são benéficos à saúde, a busca por um determinado padrão de perfectibilidade da beleza, impulsiona o consumo de produtos, de práticas e de recursos nem sempre compatíveis com esse propósito. Diante da possibilidade (ou ilusão...) de obter resultados expressivos em curto espaço de tempo, muitos jovens passam a adotar condutas por vezes enganosas ou mesmo prejudiciais a saúde, entre as quais se encontram as dietas “milagrosas” e o uso inadequado de suplementos alimentares. Modificações drásticas na dieta que resultam em perdas acentuadas de peso em curto espaço de tempo são difíceis de serem mantidas...você conseguiria tomas só sopa por toda sua vida, só para manter o peso???; Além disso, a perda de peso observada decorre principalmente da redução hídrica (perda de água), bem como da perda de tecido magro, permanecendo as reservas de gordura quase inalteradas, em verdade, programas saudáveis de emagrecimento preconizam que a perda ponderal não deva exceder 1% do peso corporal total por semana, evitando assim prejuízos a saúde.
Outros problemas que afetam os jovens frequentemente, diante do forte apelo social em favos de padrões de beleza caracterizados pela magreza corporal, são distúrbios alimentares como
anorexia e a bulimia. A anorexia nervosa, mais comum em meninas, caracteriza-se pelo desejo obsessivo de manter o peso corporal abaixo dos níveis normais para a faixa etária e estatura em virtude da preocupação excessiva com a imagem corporal que se encontra distorcida, pois pessoas anoréxicas se percebem gordas apesar de sua magreza. Pela “magreza” se mantêm em jejum por longos períodos e ingerem menos alimentos que o necessário para manter o balanço energético, além de estimularem compulsivamente o maior gasto energético possível em sessões de exercícios (ginástica).
A bulimia nervosa caracteriza-se por episódios freqüentes de ingestão alimentar em excesso num curto período de tempo, quase sempre seguidos por jejum, uso abusivo de laxantes ou diuréticos, vômitos autoinduzidos, numa tentativa de evitar o aumento de peso após o exagero alimentar.
Quando não tratadas, cerca de 6% a 20% das pessoas diagnosticadas com anorexia têm morte prematura por suicídio, cardiopatia ou por infecções.
É importante sabermos que não temos que buscar um “corpo perfeito” ou ideal. Temos que aprender a cuidar de nosso “corpo possível”
Fonte: caderno do professor: educação física, ensino médio – 1ª série, volume 1°/ Secretaria da Educação do Estado de São Paulo: SEE, 2009.